Robô feito em impressora 3D sai a funcionar

Este robô feito numa impressora 3D foi criado com ambos os materiais constituintes sólidos e líquidos ao mesmo tempo. Ele também não precisa de qualquer montagem. Cientistas de informática do MIT desenvolveram o robô hidráulico a ser criado numa única etapa numa impressora 3D comercialmente disponível.

A impressora é capaz de produzir um robô inteiro que pode quase sair da impressora já a trabalhar. Uma vez que o robô foi impresso o único trabalho humano que precisa ser feito antes que ele possa começar a andar é ter uma bateria ligada e um motor inserido no seu corpo. O bot animalístico de seis patas – que foi impresso em 22 horas – pode andar graças a 12 bombas hidráulicas que são impressas no seu corpo. “A impressão por jato de tinta permite que oito cabeças de impressão diferentes depositem materiais diferentes adjacentes um ao outro, tudo ao mesmo tempo”, explicou Robert MacCurdy, que esteve envolvido na pesquisa, que foi apelidada de “hidráulica imprimível”.

   A pesquisa de MacCurdy e outros no Laboratório de Informática e Inteligência Artificial do MIT será apresentada na Conferência Internacional de Robótica e Automação (ICRA) do IEEE em maio.

   A equipa foi capaz de imprimir líquidos ao lado de materiais sólidos usando uma impressora de jato de tinta com oito cabeças de impressão diferentes. A luz UV solidificou os materiais pretendidos mas não afectou os que se pretendiam permanecer na forma líquida. Hod Lipson, um pesquisador da Universidade de Columbia que não fazia parte do estudo, disse que o trabalho marcou um “passo importante” no avanço da impressão 3D. Num artigo do MIT, ele disse que o desenvolvimento começaria “passando de impressão de peças passivas para a impressão de sistemas integrados ativos”.

   O robô não é o primeiro a ser criado com a impressão 3D. A Disney Research desenvolveu um sistema que permite aos novatos fazer robôs de impressão 3D a partir do zero.

  A ferramenta de design permitiu que pessoas sem experiência robótica selecionassem o número de pernas, forma e tamanho de um robô, que era então impresso em 3D. No Reino Unido, a Bristol-based Open Bionics está desenvolvendo uma mão protética 3D de código aberto que pode ser fabricada em menos de dois dias.

Traduzido de: http://www.wired.co.uk/article/mit-3d-print-robot-solid-liquid

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Extintor de incêndio molecular pode impedir que as baterias explodam.

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Não tenha mais medo que o seu smartphone exploda.Cientistas projectaram um extintor de incêndio molecular activado pelo calor que poderá tornar as baterias de íões de lítio mais seguras. Estas fontes de energia são amplamente utilizados nos telemoveis, portateis e em todos os carros eléctricos, como os produzidos pela Tesla Motors. E embora os cientistas continuem a fazer as baterias melhor, há sempre o risco de que elas pegem fogo. Hoje na Science Advances, os investigadores apresentam uma solução, mostrando que um fósforo comum contendo um retardador que se chama TPP pode rapidamente apagar um fogo quando adicionado à solução do electrólito que transporta a corrente entre os terminais positivo e negativo da bateria. Melhorar a segurança vem com um grande compromisso embora: sacrificar o poder.O TPP amortece a condutividade do electrólito, de modo que os investigadores projectaram uma cápsula para manter os dois componentes separados. Fibras de tamanho micrômetro de um revestimento de polímero sensível ao calor foram criadas em torno do TPP, e quando o calor da bateria começa chegar a um ponto critico, o revestimento do polímero derrete, liberta o TPP no electrólito e pára a chama em menos de meio segundo. O sistema poderá ser colocado entre os polos positivos e negativos de baterias de ões de lítio, o que sec espera evitar que os carros eléctricos auto-dirigidos tenham o mesmo destino que aqueles hoverboards inflamáveis do Natal passado.

 

 

 

Traduzido de: http://www.sciencemag.org/news/2017/01/molecular-fire-extinguisher-could-prevent-batteries-exploding